Briggite Bardot acumulou polêmicas ao longo dos 91 anos de vida, seja através dos filmes, seja através de declarações controversas, algumas delas que provocaram o afastamento do único filho, criado pela família do pai. A morte da atriz, ícone do cinema francês, foi revelada neste domingo (28), mas a equipe da ativista da causa animal não informou o motivo do falecimento, nem quando e onde ele ocorreu.
Também não se sabe ainda quando será o velório e sepultamento de Brigitte Bardot, operada às pressas em meados de outubro desse ano. Entre 1997 e 2021, em pelo menos seis ocasiões a artista teve problemas com a Justiça ao ser acusada de incitar o racismo.
Porém, de acordo com a imprensa internacional, as multas pouco atingiram a fortuna avaliada em milhões de dólares de Brigitte, outra grande celebridade a sair de cena ao longo de 2025.
Uma dessas condenações veio em junho de 2004 após Brigitte lançar um livro no qual abordou desde o islamismo à miscigenação racial. Em "Um Grito no Silêncio", a ativista, então com 69 anos, afirmou que se colocava contra a "islamização da França". Já em um tribunal, alegou que "nunca quis magoar ninguém propositalmente".
Porém, a Justiça entendeu que Brigitte apresentava os muçulmanos como "invasores bárbaros e cruéis", "terroristas" e com intenção de extermínio ao povo francês. Na ocasião, a atriz foi multada em 5 mil euros (quase R$ 19 mil, valor da época). Uma outra condenação, mais antiga, ocorreu quando a francesa condenou os muçulmanos por matarem ovelhas.
Passados 17 anos, em novembro de 2021, Brigitte foi condenada a pagar multa de 24 mil euros (aproximadamente R$ 153 mil à época) por ataques aos habitantes da ilha de Reunião, pertencente à França. A ativista, ex-modelo e ex-cantora disse que aquele povo preserva os "genes selvagens".
Nas palavras dela, a ilha era como se fosse a "terra do diabo", cerca de "tradições bárbaras" por conta de rituais contra animais. As declarações provocaram forte reação da então ministra Annick Girardin, da pasta das Relações Exteriores: "Racismo não é opinião, é crime".